Estrangeiros são maioria na disputa do Rodoanel Norte

Em dois meses, deve ser encerrada a análise dos consórcios; obra que corta Serra da Cantareira está orçada em R$ 5 bi

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2012 | 07h45

A obra mais polêmica do Rodoanel, o Trecho Norte, tem grande chance de ser tocada por uma empresa estrangeira. A Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) terminou ontem de receber as propostas de 25 concorrentes. Desses, oito são empresas isoladas, quatro delas estrangeiras. Outras 17 estão reunidas em consórcios - em 13 deles, empreiteiras de fora do País estão na disputa. O custo da obra está estimado em R$ 5 bilhões.

O Trecho Norte está no papel há 15 anos e enfrenta resistências da população da zona norte - serão quase 3 mil desapropriações. Além de passar pelo meio de favelas e sítios, cruza topos no meio da mata com 590 metros de altitude em relação ao Rio Tietê e atravessa uma dezena de córregos. O projeto sofreu pelo menos três mudanças no traçado ao longo do tempo.

Empresas de Espanha, Itália, França, Portugal, México, Argentina e Coreia estão na concorrência. Das empresas individuais, quatro são brasileiras, três espanholas e uma portuguesa.

Dos 17 consórcios, apenas quatro são formados unicamente por empreiteiras nacionais. Os demais são ítalo-brasileiros (sete consórcios), hispano-brasileiros (três), franco-brasileiro (um), coreano-brasileiro (um) e argentino-brasileiro (um).

O número de concorrentes é considerado expressivo e superou o do Rodoanel Sul, em 2006, quando 18 licitantes disputaram os 5 lotes da obra. Daqui a dois meses, a Dersa deve publicar os concorrentes que atenderam os requisitos mínimos do edital, e só então cada um poderá apresentar proposta. A escolha dos vencedores será pelo critério de menor preço. A obra será feita em seis lotes e uma mesma empresa poderá vencer até dois.

Pela serra. A rodovia terá 44 quilômetros de extensão e, depois de atravessar a região da Serra da Cantareira, passará por São Paulo, Guarulhos e Arujá.

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