Estrangeiros preferem cursos mais longos

Com uma procura cada vez maior dos estrangeiros pelo mercado brasileiro e de olho nas oportunidades de trabalho em São Paulo, outra curiosidade surgiu na pesquisa do Observatório do Turismo: pessoas de fora do País dominam 65% do "turismo estudante" na capital.

Artur Rodrigues e Nataly Costa, de O Estado de S. Paulo,

15 de janeiro de 2012 | 03h09

Mas os estrangeiros preferem os cursos de longa duração, que podem fazer enquanto aprimoram também o conhecimento da língua. A maioria dos alunos-turistas estrangeiros é dos Estados Unidos. Os da América do Sul vêm logo atrás: Argentina, Venezuela e Bolívia, nesta ordem.

"São Paulo é a capital do conhecimento. Esse turista é importante porque é um formador de opinião, é capaz de mudar a percepção geral que se tem da cidade em outros lugares", diz a diretora de Turismo e Entretenimento da São Paulo Turismo (SP Turis), Luciane Leite.

O turismo de estudos é bom para os dois lados, segundo o diretor superintendente da São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando: ganham a cidade e o aluno. "É um visitante que raramente se limita às aulas. Aproveita o que a cidade tem de bom, vai a museus, ocupa os hotéis. A pessoa que vem visitar um parente ou fazer uma consulta médica às vezes não aproveita tanto quanto o estudante."

Hospedagens. Dos hóspedes dos cerca de 25 albergues espalhados por São Paulo, 17% já são pessoas que vêm para fazer cursos. Nos hotéis, eles representam quase 7%. A tendência é de que esse número cresça em 2012. "A hospedagem em São Paulo é mais barata nos fins de semana. Coincide que muitos desses cursos têm aulas aos sábados. É um atrativo a mais para o visitante", diz Sando.

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