Estrangeiros já respondem por 1/3 dos casos

Por representar a maior parcela entre os visitantes, adultos jovens, entre 20 e 29 anos, do interior paulista ou de outros Estados do Brasil - que vieram a São Paulo pelo turismo comercial - formam o perfil típico da vítima de furtos na capital. Mesmo assim, os estrangeiros já representam 38% dos casos. Os chineses (14,4%) lideram esse ranking, seguidos por ingleses (9,6%), sul-coreanos (7,6%), espanhóis (6,7%), alemães, franceses, italianos e holandeses (4,8%).

O Estado de S.Paulo

25 Março 2012 | 03h03

"O estrangeiro vem de uma cultura diferente, deixa a bolsa em determinado lugar e imagina que não vai acontecer nada, porque no país dele é possível fazer isso. E assim o ladrão faz mais uma vítima", observa o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, responsável pela Divisão de Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários. Mas há uma ressalva. Segundo a polícia, a maioria das vítimas orientais já está radicada no País, mas se apresenta como visitante por temer problemas com a imigração.

O furto pode acontecer mesmo diante da vítima. Em abril, um fotógrafo francês, de 56 anos, tomava café em um hotel da zona sul e aceitou ter como companhia uma desconhecida - loira, cabelos longos, 25 anos. Quando a mulher foi embora, percebeu que ficou sem a pochete, com 600 e R$ 200.

Muitas pessoas ainda registram BO por furto quando perdem um objeto. "O celular cai e ele diz que foi furtado, quando na verdade tinha bebido demais e nem percebeu o ocorrido. Aí fazemos os 'BOs sociais', fadados a não ter esclarecimento, porque servem apenas para preservação de direitos", afirma o delegado Aldo Galiano Junior. O índice de esclarecimento de casos da Deatur chega a 38%. / W.C.

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