Estradas: tráfego deve ser maior rumo ao interior

DER e concessionárias suspenderam todas as obras, mas alguns trechos da Régis e da Tamoios requerem atenção dos motoristas

O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2012 | 02h06

As estradas para o interior paulista são as que esperam movimento mais intenso entre hoje e amanhã. Só no Sistema Anhanguera-Bandeirantes, são previstos cerca de 840 mil carros até terça-feira.

Concessionárias de rodovias e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) anunciaram suspensão de todas as obras. Mesmo assim, há trechos que exigem maior atenção.

Caminhões estão proibidos de circular pela Rodovia dos Bandeirantes de Jundiaí a São Paulo, sentido capital, entre 14h e 22h de domingo e terça-feira. Eles devem obrigatoriamente usar a Anhanguera nesse percurso, do km 48 ao km 23.

Quem precisa ficar mais atento é o usuário da Rodovia Régis Bittencourt. Entre São Paulo e Curitiba, no Paraná, seis pontes e um viaduto têm restrição ao tráfego em razão de obras e há previsão de trânsito lento com interrupções no fluxo. Há ainda o gargalo na descida da Serra do Cafezal, entre Juquitiba e Miracatu, que tem 19 km de pista simples, cheia de curvas. Uma faixa reversível, sentido Curitiba, deve ser montada no trecho de serra.

No trecho paulista da Régis, estão parcialmente interditados para obras a ponte sobre o Rio Jacupiranga, no km 457,4, em Jacupiranga, a ponte sobre o Córrego Fernandes, no km 489,5, e o viaduto no km 508, ambos em Cajati. Neste último, o trânsito flui por um desvio de 500 metros em faixa única. Em todos os locais, há previsão de lentidão ou congestionamento.

Quem vai para Cotia, São Roque ou Sorocaba pela Rodovia Raposo Tavares (SP-270) também precisa redobrar a atenção. A pista está sendo duplicada entre Araçoiaba da Serra e Itapetininga. Apesar da interrupção das obras no feriadão, alguns trechos ficarão com o acostamento interditado e, em outros, será preciso reduzir a velocidade. A partir de Itapetininga e até Ourinhos, a estrada tem pista simples e com muitos problemas. Do km 172 ao km 204, a pista recebeu recapeamento parcial, mas a sinalização de solo ainda não foi feita. O risco é maior à noite e com chuva. Do km 204 ao km 280, o asfalto tem defeitos e ondulações e não há acostamento.

Litoral. Quem pretende passar o Natal na praia também pode esperar tráfego pesado. A Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, espera 495 mil veículos no feriado. O fluxo maior é esperado até as 19h de amanhã.

Já quem quer ir ao litoral norte pela Tamoios também precisa ter cuidado, por causa das obras de duplicação no trecho de planalto, entre São José dos Campos e Paraibuna, que deverão durar até dezembro de 2013. As interrupções de tráfego têm sido alvo de queixas dos motoristas.

Com essas intervenções, a atenção deverá ser redobrada, pois no trecho há desníveis de acostamento que ultrapassam um metro de profundidade (sinalizadas apenas por cones), poeira, lama e cascalhos espalhados pela pista, resultado de explosões de rochas durante a madrugada.

Nos trechos sem acostamento por causa das interdições das obras, há faixas adicionais sinalizadas por cones. O problema é que vários desses cones são derrubados por caminhões e veículos menores muitas vezes precisam desviar bruscamente, causando risco de acidente. À noite, a sinalização de pista é praticamente inexistente nos trechos em obras.

No Natal do ano passado, a Polícia Militar Rodoviária registrou 19 mortes nas estradas estaduais. O número foi 41% menor do que o registrado no Natal do ano anterior, que tinha tido 36 mortes. A maior parte das vítimas foi atropelada. / BRUNO RIBEIRO, JOSÉ MARIA TOMAZELA, REGINALDO PUPO e RICARDO BRANDT

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