Estradas: nº de mortes no feriado aumenta 47,9% e chega a 213

Acidentes nas rodovias federais quase dobraram em 10 anos; 1 motorista foi flagrado a cada 32 testes de bafômetro

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

11 Março 2011 | 00h00

O carnaval deste ano foi o mais violento da década nas estradas federais brasileiras. A afirmação é da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que divulgou ontem o balanço final do número de acidentes, mortos e feridos entre meia-noite de sexta-feira e 23h59 da Quarta-Feira de Cinzas. Foram 47,9% mais mortes neste ano, em comparação com 2010.

A polícia não divulga os números anteriores a 2003 porque eram aferidos sem a mesma tecnologia dos últimos nove anos. A década nas estradas, porém, se mostrou perigosa de qualquer forma, principalmente no que diz respeito aos acidentes, que praticamente dobraram: de 2.209 em 2003 para 4.165 esse ano. O número está em ascensão desde 2005.

A quantidade de mortos (213) e feridos (2.441) também bateu recorde. Em comparação com 2005, as estradas tiveram mais que o dobro de pessoas feridas. Desde aquele ano também o número de mortes não é tão alto. O antigo recorde era 148.

A Polícia Rodoviária tem uma explicação para o feriado sangrento: o aumento no fluxo de veículos entre 20% e 30% em todo o Brasil, ou em mais de 50% em Estados que não por acaso também estão no ranking dos mais violentos: Minas Gerais e Bahia. A cada 32 testes de alcoolemia, a polícia flagrou um motorista embriagado.

Radares. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que já começou a instalação de 2.696 equipamentos de radares fixos e lombadas eletrônicas nas rodovias federais. A previsão do Dnit é que ainda em março parte dos equipamentos esteja em funcionamento.

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