'Estou sem chão, ninguém sabe informar nada '

Passadas cinco horas do acidente, a estudante Viviane Santos Martins, de 22 anos, ainda não havia conseguido falar com o pai e os tios que moram em Bento Rodrigues. Segundo a jovem, parentes e amigos que estão em Mariana tentam ligar e ir ao local, mas não há acesso ao subdistrito, e os telefones registram "fora de área".

Jamylle Mol, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2015 | 02h00

"Estou tentando falar com o meu pai e os meus tios desde o rompimento da barragem e não consigo. Estou sem chão, tento conseguir notícias, mas ninguém sabe informar nada", diz. De acordo com a estudante, o clima em Mariana é de tristeza e preocupação. "Estão todos chorando aqui", comenta.

A aposentada Maria das Dores Silva, de 69 anos, também não tinha notícias da irmã, a professora Maria do Carmo, até as 20 horas de ontem, quando recebeu uma ligação dizendo que ela e a família estavam ilhadas.

Maria do Carmo mora em Bento Rodrigues com o marido e os dois filhos há pouco mais de um ano e teve a sua casa totalmente inundada após o rompimento da barragem. "Entrei em desespero quando soube do que aconteceu. Estava na casa da minha filha e as pessoas começaram a me ligar contando sobre a barragem. Fiquei apavorada e com um aperto no peito só de pensar na minha irmã e nos meus sobrinhos", conta.

 

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