Estoquista baleado por PMs sai da UTI

Fabício Chaves, de 22 anos, agora está sob cuidados médicos na enfermaria; segundo o hospital, a evolução é 'satisfatória'

O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2014 | 14h36

SÃO PAULO - O estoquista Fabrício Chaves, de 22 anos, baleado no último sábado por policiais militares, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, em Santa Cecília. Chaves está sob cuidados médicos em leito de enfermaria, segundo o último boletim divulgado na tarde desta quinta-feira, 30, pelo hospital.

Desde o último sábado, 25, o estoquista estava internado na unidade após ter sido baleado durante o protesto "Não vai ter Copa", por policiais militares, na região central de São Paulo. Fabrício afirmou nesta terça, 28, em depoimento à Polícia Civil que só tentou atacar com um estilete os PMs que atiraram nele após ser atingido por um tiro. Os policiais afirmavam que agiram em legítima defesa depois de serem ameaçados por Chaves.

A declaração à polícia foi feita na UTI da Santa Casa, onde Chaves estava internado. O grupo Advogados Ativistas, que até ontem representava o estoquista, considerou o depoimento ilegal por ser colhido com o jovem ainda sob efeito de medicamentos. Segundo a Secretaria da Segurança, as declarações foram feitas na presença de médicos e familiares, e assinado pelo defensor público Carlos Weis. Nesta quarta, a família de Chaves destituiu o grupo Advogados Ativistas da defesa do rapaz, que será feita pela Defensoria Pública.

Agressão. Um vídeo divulgado na internet com imagens da invasão do Hotel Linson, na Rua Augusta, centro de São Paulo, pela Tropa de Choque na noite do último sábado, mostra um policial militar agredindo com um tapa na cabeça o repórter fotográfico Sebastião Moreira, da agência internacional EFE. Ele trabalhava na cobertura do protesto contra a Copa, estava sentado no chão, carregava uma câmera fotográfica nas mãos, uma identificação profissional no pescoço, e usava máscara de gás.

Moreira reclamou com outro policial mostrando o crachá profissional. O autor do vídeo também questiona a conduta a um outro PM, que pede para ele se afastar da entrada do hotel, onde a polícia fazia revista e prendia manifestantes refugiados no saguão. "Eu tô pedindo por favor. Sai do raio de atuação da gente aí. Depois toma na cara e não sabe por quê", disse o PM.

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