Estoquista baleado durante protesto em São Paulo tem alta, diz Santa Casa

Fabrício Chaves, de 22 anos, ficou internado por 16 dias; de acordo com a PM, homem teria ameaçado militares com um estilete

Laura Maia de Castro, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2014 | 22h33

SÃO PAULO - Após ficar internado 16 dias, o estoquista Fabrício Chaves, de 22 anos, teve alta no fim da tarde desta segunda-feira, 10, da Santa Casa de São Paulo , em Santa Cecília, no centro cidade. Chaves foi baleado por policiais militares no dia 25 de janeiro durante o protesto Não Vai ter Copa e ficou cinco dias em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

De acordo com a versão da polícia, o estoquista teria ameaçado PMs com um estilete e, por isso, os policiais reagiram. Entretanto, ainda na UTI, Chaves prestou um depoimento à Polícia Civil no qual disse que só sacou o estilete após ter sido atingido por um tiro. A versão foi reafirmada em um outro depoimento concedido, também no hospital, para a Corregedoria da Polícia Militar.

O caso está sendo investigado pelo 4°DP (Consolação) e pela corregedoria da Polícia Militar que apura se houve ou não excessos por parte da PM.

Até o momento o delegado titular, José Gonzaga Pereira da Silva Marques, ouviu ao menos seis pessoas entre elas porteiros de prédios da região, frentistas de um posto que aparece nas imagens de câmeras de segurança e policiais militares.

"Na próxima quinta-feira, estão marcados os depoimentos de outros três policiais militares que participaram da ocorrência e de outro frentista. Eles deverão depor sobre as imagens colhidas no dia dos fatos".

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