Estiagem causa falta de água no litoral de SP

Em Jurubatuba, no Guarujá, a vazão de água captada caiu pela metade

Solange Spigliatti, estadao.com.br

23 de julho de 2008 | 08h52

A estiagem que causa problemas de saúde para a população da Grande São Paulo também atinge a maior parte das cidades no estado. Na Baixada Santista, o clima seco, quente e sem chuva a cerca de um mês provoca queimadas em áreas verdes e deixa muitas casas sem água. Apesar do sol forte e da possibilidade de aproveitar a praia, os mananciais já são afetados pela falta de chuva no litoral. Em Jurubatuba, no Guarujá, a 87 km de São Paulo, a vazão de água captada caiu pela metade. Com isso, várias torneiras já ficaram secas.  No bairro de Samaritá, em São Vicente, distante 67 km da capital paulista, a falta de água dura mais de um mês. Revoltada, a população fechou por meia hora o principal acesso ao bairro, que fica na área continental. Em um condomínio na Vila Mirim, em Praia Grande, a 88 km de São Paulo, os quase mil moradores vivem o mesmo problema há 15 dias. Apenas duas torneiras abastecem os 192 apartamentos. Além de paciência, é preciso esforço de todos para levar água para dentro de casa.  Interior  A falta de água não atinge apenas o litoral. Em Jaú, a 297 km da capital paulista, o serviço municipal de abastecimento encontrou uma maneira eficiente para combater o desperdício e evitar o racionamento de água. Um funcionário do departamento faz palestras sobre o assunto nas escolas. Também há distribuição de cartilhas. 60 mil alunos já assistiram às palestras. A cidade produz 1,2 milhão de litros de água por dia. Durante a estiagem, era comum o racionamento. Graças às palestras, o consumo caiu 20%.

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