DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO

Estiagem afeta nível de rios do interior de SP; cachoeira desaparece

Desde o início de julho não chove de forma expressiva na região; problema compromete abastecimento e turismo

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2016 | 03h00

Um mês e meio de estiagem foi suficiente para mudar o cenário dos rios que abastecem cidades no interior de São Paulo. Importantes rios paulistas que, entre o fim de maio e o início de junho chegaram a transbordar, estão agora mostrando o leito com pedras e bancos de areia. Córregos e ribeirões também já são afetados pela falta de chuvas. Desde o início de julho não chove de forma expressiva no interior; em algumas regiões houve chuvas esparsas há 27 dias.

Em Altinópolis, na região de Ribeirão Preto, a Cachoeira do Itambé, principal atração turística do município, deixou de existir. A queda-d’água de 60 metros no paredão de arenito desapareceu porque o ribeirão que a formava secou. Na cidade, os moradores convivem com a falta de água. A prefeitura informou que o desabastecimento é pontual e decorre de quebras em equipamentos de captação, que abastece 40% da cidade. 

O Rio Pardo, na região de Ribeirão Preto, estava com 72 centímetros de água na quinta-feira passada, em contraste com a forte vazão do início de junho, quando as réguas de medição registravam quase dois metros. O nível atual está próximo da vazão mais baixa já registrada, de 42 centímetros, em 1969.

Contrastando com o transbordamento no início de junho, o Rio Piracicaba exibia bancos de areia nesta sexta-feira, 12, no trecho final da Avenida Beira-Rio, área urbana de Piracicaba. Na cachoeira, atração turística da região, as pedras emergiam, ocupando porção maior do que a água. Quando o rio encheu, na primeira semana de junho, a vazão chegou a 669 metros cúbicos por segundo. Nesta sexta, a medição do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) registrava 46 metros cúbicos por segundo.

A água que, em junho, cobria toda a extensão da Cachoeira das Emas, no Rio Mogi-Guaçu, em Pirassununga, virou um filete com menos de dois metros de largura. As pedras do leito do rio, normalmente cobertas, voltaram a aparecer. 

O Rio Tietê também baixou drasticamente em Salto e Porto Feliz. Nas duas cidades, moradores dos bairros ribeirinhos reclamam da volta do cheio ruim, causado pela concentração de poluentes nas águas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.