Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

'Estamos tentando evitar judicialização' diz Haddad sobre Paulista

MPE pediu que a gestão municipal feche a via parcialmente, garantindo uma faixa de rolamento para a passagem de veículos

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 17h15

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta sexta-feira, 9, que tem mantido o diálogo com o Ministério Público Estadual (MPE) para garantir a abertura para pedestres e ciclistas da Avenida Paulista aos domingos sem recorrer à judicialização. O MPE pediu nesta quinta-feira, 8, que a gestão municipal feche a via parcialmente, garantindo uma faixa de rolamento para a passagem de veículos. O órgão solicitou ainda um novo período de testes, entre quatro e seis meses, além de mais audiências públicas.

"Estamos tentando evitar a judicialização como aconteceu com as ciclovias, com a redução da velocidade, com a faixa de ônibus. Não precisa judicializar tudo, mesmo porque a Prefeitura tem se dado bem nesse sentido", afirmou. Haddad disse que a Prefeitura vai "esgotar todas as possibilidades" antes de decidir pela abertura da Avenida.

Como alternativa ao fechamento total da Avenida Paulista para veículos aos domingos, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) sugeriu, após reunião com a Prefeitura nesta quinta-feira, 8, que a Prefeitura mantenha aberta para carros uma faixa de rolagem em cada sentido (Consolação e Paraíso). O promotor de Habitação e Urbanismo José Fernando Cecchi Júnior pediu que a Prefeitura faça novos testes e "diversas" audiências públicas. 

Segundo Haddad, a Companhia de Engenharia de Trânsito (CET) vai avaliar a sugestão do MPE. "O que pedimos para a CET verificar é a questão da segurança. Se deixar uma faixa de rolamento, será que o projeto se mantém seguro? Porque pode não ser seguro. Pode ser bom para o veículo e ruim para o cidadão. Se não for seguro, vamos levar ao conhecimento do MPE que isso vai trazer insegurança", disse.

O prefeito voltou a afirmar que, se preciso, serão feitas novas audiências públicas para discutir o fechamento da Avenida Paulista para veículos. Haddad destacou a importância de fazer oitivas com a sociedade, mas lamentou a baixa adesão. "Ela é limitada. Por mais barulho que você faça, o número de pessoas que comparece é sempre muito limitado", afirmou.

Haddad disse que ainda não sabe se a Prefeitura voltará a fazer testes na Avenida Paulista e que conversou nesta quinta-feira com o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, para avaliar a "conveniência de manter essa questão híbrida". "Qual é a vantagem de ter uma faixa diante da desvantagem da insegurança? Vamos analisar".

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