'Estamos pedindo a prisão do curto-circuito', diz secretário da segurança

Ferreira Pinto é irônico a responder sobre incêndio em palco de morte de 5 acusados de serem membros do PCC e diz que assassinatos de PMs são casos isolados

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2012 | 11h53

SÃO PAULO - O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, usou a ironia para responder se o incêndio em restaurante na zona leste onde ocorreu ação da Rota que deixou mortos seis suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital era uma represália do crime organizado: "Vamos pedir a prisão preventiva do curto-circuito", disse.

O secretário afirmou que a inteligência policial não detectou nenhuma ameaça vinda da cúpula de qualquer facção criminosa e afirmou que os recentes assassinatos de policiais militares e ataques a duas bases da PM na zona leste são ações isoladas, ataques feitos por causa da atuação específícia da polícia e dos policiais em cada um dos bairros onde els ocorreram. leia, a seguir, a entrevista do secretário.

Secretário, a polícia recebeu alguma informação concreta sobre o plasnejamento ou execução de ataques contra políc ia em São Paulo?

Não temos nenhum informe. Nada. Estamos empenhados em apurar o assassinato desses policiais, mas eles não têm nenhuma relação com facção criminosa.

Ocorreram três mortes de policiais miliutares nas últimas 24 horas. Em duas delas, há indícios de execução. Há ligação entre esses casos?

Nada, por enquanto, nos permite dizer ou suspeitar de uma ação orquestrada contra a Polícia Militar. Os policiais vítimas desses crimes foram alvejados durante suas folgas. Um deles fazia segurança privada em Pirituba e o outro trabalhava para um supermercado na zona leste. Repito, não há ligação entre os casos. Polícia exerce uma atividade de alto risco e pode ter desafetos que agem em situaçõe sisoladas.

Secretário, e as bases atacadas na zona leste? Foram duas em dois dias?

Deram alguns tiros em uma delas, mas nem mesmo a acertaram a base ontem. Essas ações são reflexo da atuação da polícia em cada um dos bairros. São retaliações espefícas e pontuais à atuação contra a criminalidade em cada um dos bairros. Estamos longe de qualquer retaliação contra a Polícia Militar. Se tivesse alguma informação séria sobre isso, já teríamos reforçado o policiamento. A situação não chegou a esse ponto e não vai chegar. As informações de nossos serviços de inteligência nos autorizam a dizer que não há a mínima possibilidade de isso ocorrer. Estamos em contato permanente com o secretário Lourival Gomes, da Secretaria da Administração penitenciária (SAP), que acompanha diariamente a movimentação em sua área.

Mas, secretário, e o incêndio que afetou o restaurante onde ocorreu, no mês passado, a morte de cinco suspeitos e a execução de um sexto em uma ação das Rota?

Estamos pedindo a prisão preventiva do curto-circuito.

Como?

A culpa é do curto-circuito. O bombeiro foi chamado, controlou o fogo e a informação que nós temos é que o problema foi causado por um curto-circuito.

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