'Estamos ampliando cada vez mais nossa atuação'

Se por um lado o Brasil perdeu uma estação de pesquisa fixa no solo, por outro ganhou um navio de pesquisa oceanográfica bem equipado - o Almirante Maximiano -, com capacidade para levar a ciência antártica brasileira muito além da Baía do Almirantado, e um módulo de pesquisas remotas no interior do continente - o Criosfera 1, instalado 2,5 mil km ao sul da EACF.

Herton Escobar, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2014 | 02h05

"O programa antártico é muito mais do que a estação; estamos ampliando cada vez mais nossa área geográfica de atuação", diz o glaciologista Jefferson Simões, que planeja a instalação de um segundo Criosfera para o fim deste ano. O módulo monitora continuamente uma série de parâmetros climáticos e envia os dados para os pesquisadores via satélite.

"Não vejo que houve piora (após o incêndio). Na verdade, melhoramos em vários aspectos, especialmente na infraestrutura para oceanografia", diz a bióloga Vivian Pellizari, do Instituto Oceanográfico da USP, que acabou de voltar de uma expedição de 30 dias a bordo do Almirante Maximiano.

O navio, incorporado em 2009 pela Marinha, recebeu uma série de melhorias nos últimos dois anos. Entre elas, um guincho indispensável para a realização de pesquisas geológicas, até em águas profundas, como as da Passagem de Drake, entre a América do Sul e a Antártida. "O navio foi sendo equipado aos poucos e agora está maravilhoso", elogia Vivian.

"Com exceção das duas vidas que foram perdidas, eu diria que conseguimos apagar da história qualquer sentimento de perda relacionada ao incêndio", diz a coordenadora-geral de Mar e Antártica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Janice Duhá. Dois militares da Marinha morreram no combate ao fogo. 

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