Estado tem 12 instituições sem funcionários

Quer visitar o Museu de Computação, em São Carlos, a 244 km da capital? É só entrar. Não precisa de mais nada. Você não será interpelado por nenhum funcionário - o museu é um dos 12 no Estado que não têm nenhum profissional contratado, de acordo com o diagnóstico feito pelo Sisem. Máquinas de calcular do tempo do avô e antigas réguas de cálculo estarão ali, diante de seus olhos - ou, no caso de visitantes irresponsáveis, de suas mãos. "Abrir uma sala com acervo e deixá-la sem ninguém é um convite ao furto", reclama José Leonardo do Nascimento, especialista em museologia.

Edison Veiga e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2011 | 00h00

Idealizado e criado em 1978, o Museu de Computação foi oficializado em 2000 pela Universidade de São Paulo (USP). Funciona em uma sala dentro do câmpus - cujo acesso é livre, como a própria reportagem do Estado vivenciou, entrando e fotografando o acervo livremente.

De acordo com a USP, o museu não tem funcionário porque a baixa demanda não justifica servidor específico. A USP sequer sabe informar quantas pessoas por mês vão ao acervo. O levantamento apontou também 25 museus sem visitantes. "Poderiam ser incorporados por instituições maiores", avalia Nascimento. Os museus que informaram essa cifra nula declararam estar fechados.

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