Marequi/Wikiloc
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Estado de SP seca rio para encher tanques do Instituto de Pesca

Captação da água na represa, ocorrida dentro de uma estação ecológica, fez sumir a Cachoeira do Ipa, atração turística de São José do Rio Preto

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

30 Março 2017 | 03h00

SOROCABA - Para encher os tanques do Instituto de Pesca, que será inaugurado nesta quinta-feira, 30, o governo estadual desviou água e secou o Córrego do Morais, afluente do rio que abastece parte de São José do Rio Preto, no interior paulista. A captação da água na represa, ocorrida dentro de uma estação ecológica (unidade de proteção integral do Estado), fez sumir a Cachoeira do Ipa, atração turística. Para ambientalistas, a seca também prejudica a fauna.

O Instituto de Pesca, órgão do Estado, disse que interrompeu a captação de água nesta quarta-feira, 29, após constatar o problema. A medida, afirma, foi autorizada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) para abastecer os viveiros do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Continental. 

A outorga para captação foi de 110 m³ por hora. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) também autorizou a derivação da água por meio de uma adutora que foi construída para abastecer os viveiros. O projeto, diz o órgão, contempla retorno de 100 m³ de água à bacia e a captação não excedeu o limite.

Em nota com o Instituto e o Daee, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), gestora da Estação Ecológica Noroeste Paulista, explicou que o volume da captação foi definido segundo cálculo feito em 2010, mas, por mudanças na ocupação da área, reconhece a necessidade de novos estudos, que serão feitos. 

Os órgãos ainda lembram que a estação ecológica existe para a realização de estudos. “Não é uma área de lazer e seu acesso é proibido.” Já a Cetesb disse ter autorizado intervenção na área de preservação para a captar água na cachoeira, mas foi firmado termo de recuperação com o plantio de quase 8 mil mudas.

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