Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Estado quer 7 piscinões em 5 anos

Meta de combate a enchente faz parte do PPA 2012-2015, que prevê ainda menos blecautes e obras de habitação e tratamento de esgoto

Paulo Saldaña, Renado Machado, Rodrigo Burgarelli e Fabio Mazzitelli, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2011 | 00h00

O governo do Estado não vai conseguir tratar todo o esgoto produzido no Estado até 2015. A meta da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Plano Plurianual (PPA), ao qual o Estado teve acesso, prevê um aumento do volume tratado, mas só deve chegar a 83% do produzido - hoje, o Estado trata 73%. A pasta prevê R$ 4,4 bilhões para obras de infraestrutura hídrica e combate às enchentes, com a construção de 7 piscinões.

O PPA é uma obrigação constitucional e sua função é detalhar as metas e os investimentos de cada secretaria até o próximo governo. O projeto será enviado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Assembleia Legislativa neste mês e ainda pode sofrer mudanças. Ontem, o Estado apresentou metas nas áreas de transporte, segurança e Justiça.

O plano mostra ainda uma previsão de aumento de coleta de esgotos. Estão planejadas 678 mil novas ligações - meta inferior às 868 mil previstas em 2008, mas mais próxima da realidade. Até a semana passada, o governo havia executado 690 mil novas ligações.

Em relação ao plano de saneamento das áreas de mananciais da Serra do Mar, o governo vai tentar novamente o que não conseguiu nos últimos quatro anos: beneficiar 21,5 mil residências na região. O número é próximo ao planejado no PPA 2008-2011, que só teve 2,4% da meta atendida.

A pesquisadora Ermínia Maricato, do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos (Labhab) da USP critica o descaso do poder público com a região litorânea, um dos principais focos de favelização. "Falta coordenação e enxergar o espaço como território, com todos os seus atributos. Uma metrópole como São Paulo, que fica perto de outras duas metrópoles, da Baixada Santista e de Campinas, precisa discutir as coisas integradamente."

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