Estado planeja Metrô Lapa-Moema

Plano de investimentos do governo paulista até 2015 também prevê linha da Avenida Jornalista Roberto Marinho até Guarulhos

Paulo Saldaña, Renato Machado, Rodrigo Burgarelli e Fabio Mazzitelli, O Estado de S.Paulo

31 Julho 2011 | 00h00

Projetar duas linhas inéditas de metrô, ampliar em 37 mil as vagas em presídios, concluir o Teatro da Dança, construir 42 unidades da Fundação Casa e completar o anel ferroviário em volta da capital. Essas são algumas das principais metas do governo do Estado de São Paulo para os próximos quatro anos. Para concretizá-las, estima-se um gasto de quase R$ 1 trilhão - que ainda pode ser revisto - até 2015.

O Estado obteve com exclusividade o Plano Plurianual (PPA) do período 2012-2015, previsto para ter sido finalizado na última sexta-feira, segundo o cronograma oficial. Grandes obras estão planejadas em várias áreas, ainda que muitas que haviam sido previstas no PPA de 2008-2011 não tenham sido concluídas (veja detalhes na C3).

O plano é uma obrigação constitucional e deve ser apresentado até o mês de agosto do primeiro ano de todos os mandatos executivos. Sua função é detalhar as metas e os investimentos que cada secretaria deve executar até o próximo governo. O projeto será enviado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Assembleia Legislativa em agosto. O governo afirmou que o plano ainda está em fase de elaboração e podem ocorrer mudanças.

O plano prevê uma linha de metrô ligando a Lapa (zona oeste) à região da Avenida Faria Lima e de Moema (zona sul). A estimativa é que o projeto comece a ser trabalhado em 2013, mas as obras não devem começar neste período. Outra linha citada é uma de longa extensão: a Água Espraiada-Guarulhos deve ligar a Avenida Jornalista Roberto Marinho ao município da Grande São Paulo.

Outras duas linhas de metrô, cujos projetos já haviam sido anunciados, devem entrar na fase de obras, assim como os prolongamentos de ramais como o 2-Verde (até Cidade Tiradentes), o 4-Amarela (até Taboão) e o 5-Lilás (até a Chácara Klabin).

Em grande parte, os investimentos em transporte público são feitos para atender a demanda constatada nas pesquisas de Origem e Destino, realizadas a cada dez anos. Mas especialistas alertam que outros fatores devem ser analisados, porque o plano pode ajudar a desenvolver regiões. "Não se pode ver o transporte isoladamente. Deve haver reorganização do espaço urbano para estimular atividades e emprego", disse o professor Ronaldo Balassiano, da COPPE-UFRJ, um dos principais centros de estudos de transporte do País.

Já na pasta de Segurança Pública, o objetivo é investir na investigação para aumentar o índice de elucidação dos crimes no Estado. Com o aumento nos quadros e mais de R$ 2 bilhões em investimentos, a secretaria quer aumentar o porcentual de solução de homicídios de autoria desconhecida de 21% para 25% na capital. "É uma estimativa modesta", diz o especialista Guaracy Mingardi. Para ele, seria possível chegar a 40%, com melhoria nos equipamentos e na gestão dos recursos.

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