Estado lança programa para a primeira infância

O governo do Estado lançou ontem um programa de atenção a crianças de até 3 anos. Chamado de "SP pela Primeiríssima Infância", reúne novo protocolo clínico para os bebês, oferta de cursos de especialização em desenvolvimento infantil para os médicos e agentes de saúde e um caderno com informações sobre cuidados nesta fase da vida para os pais.

Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2013 | 02h08

O governo pretende investir R$ 5,5 milhões até o fim do ano. Inicialmente, o programa será levado para 41 cidades do Estado. O objetivo da Secretaria Estadual de Saúde é que ele seja estendido a todas as cidades paulistas nos próximos anos, por meio de parcerias com a sociedade civil. Um convênio foi firmado com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, referência no atendimento infantil.

"Estudos recentes mostram que uma criança bem atendida no início da vida tem menos chances de abandonar a escola e de se envolver com drogas e crimes", disse Eduardo de Campos Queiroz, diretor-presidente da Fundação. "Um começo de vida mais adequado, com oportunidades mais justas fará toda a diferença", disse a coordenadora de Saúde da criança do Estado, Sandra Regina de Souza.

Mudanças. O novo protocolo clínico, que será usado pelos médicos ao atender crianças de até 3 anos, foi desenvolvido a partir de estudos de profissionais do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e da Unicamp. A secretaria trabalha no desenvolvimento de cursos a distância para os profissionais que participarão do novo programa.

Pais que forem atendidos pelo programa receberão o Caderno da Família, um livreto com informações sobre as fases de vida do bebê, vacinas que deve tomar, alimentação, além de cuidados que os responsáveis devem ter com o sono e o choro.

Segundo Alckmin, a mortalidade infantil no Estado caiu, na última década, de 18 mortes por mil nascidos vivos para 11,5 mortes.

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