Estado emite 10 CNHs por minuto em julho

Com 460 mil documentos em 31 dias, emissão aumenta 31% e quebra recorde mensal; enquanto isso, frota de veículos cresceu apenas 2%

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h02

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) emitiu o maior número de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) da história no mês passado. Foram expedidos 460 mil documentos, ou dez carteiras por minuto em São Paulo. O recorde representa 16% de aumento em relação ao mesmo mês do ano passado. Enquanto isso, a frota de veículos aumentou 2% no Estado no mesmo período.

Segundo o órgão, parte do crescimento foi registrada porque mais motoristas com problemas de documentação, como CNH vencida, decidiram regularizar a situação. O crescimento inclui a emissão da primeira e da segunda vias da CNH, do documento definitivo e da permissão para estrangeiro dirigir no País.

O coordenador do Detran de São Paulo, Daniel Annenberg, diz que o recorde não quer dizer que haja uma "explosão" no total de motoristas do Estado. Para Annenberg, mudanças no sistema de informação do Detran, a inauguração de mais postos de atendimento e a padronização dos serviços das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans), que variavam entre as cidades, atraíram uma demanda reprimida de usuários.

"Passamos a enviar correspondência para motoristas cuja habilitação estava prestes a expirar para avisar do vencimento", contou Annenberg. Ao todo, o Detran já enviou 150 mil cartas e pretende criar mais formas de comunicação com os condutores.

"Até o fim do ano, vamos começar a enviar SMS", disse. Para isso, será necessário que o motorista tenha o número do telefone celular cadastrado no Detran.

Annenberg, no entanto, disse que seria preciso fazer um outro levantamento no órgão para separar o quanto desse total era de motoristas novos e quanto era referente aos serviços de renovação da CNH.

Poupatempo. O Detran também diz que a melhora nos serviços de atendimento pessoal contribuíram para o recorde. O departamento afirma querer dar uma "qualidade Poupatempo" aos centro de atendimento.

"Demorei quatro horas aqui, entre pegar a fila, fazer o exame médico, pagar a taxa e retirar o documento, mas não foi demorado. É que era muita coisa para fazer", disse o motorista Arnaldo Batista dos Santos, de 54 anos, que elogiou o atendimento ontem do posto da Avenida do Estado, no centro.

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