Estado de SP poupa R$ 45,6 milhões com a Lei Seca

Nos 11 primeiros dias de agosto, a queda no total de mortos nas rodovias estaduais alcançou 23%

Bruno Paes Manso, de O Estado de S.Paulo,

21 de agosto de 2008 | 01h13

A redução no total de acidentes nos 24 mil quilômetros de rodovias estaduais paulistas depois que a lei seca entrou em vigor proporcionou uma economia de R$ 45,6 milhões ao Estado. Conforme dados da Polícia Rodoviária de São Paulo, entre os dias 1º de julho e 11 de agosto foram registrados 23 mortos a menos nas rodovias estaduais em comparação ao mesmo período do ano passado. Na mesma época, houve uma diminuição de 341 acidentes com feridos e de 355 acidentes leves, quando não há vítimas.   Veja também: Em 2 meses de Lei Seca, governo deixa de gastar R$ 48,4 mi Lei Seca reduz número de atendimentos feito pelo Samu Íntegra do relatório apresentado pelo Ministério A lei seca, em números  Câmara aprova penas alternativas para crimes no trânsito Os efeitos do álcool e os limites da Lei Seca  Lei Seca tem aprovação de 72% em São Paulo  Entenda os principais pontos da Lei Seca   Todas as notícias sobre a Lei Seca    Para se chegar a um valor aproximado da economia proporcionada pela redução dos acidentes no Estado, são usados os valores estimados pelo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Conforme o trabalho, cada acidente com feridos resulta em um custo de R$ 96 mil ao Estado. São consideradas variáveis como o traslado ou remoção da vítima, atendimento médico, danos ao carro e atendimento policial, entre outros itens. Para acidentes sem vítimas, os custos estimados são de R$ 19 mil. Já cada morte resulta em gastos de R$ 270 mil para os cofres públicos. "Os valores estão atualizados com dados de junho e podem ser usados tanto para calcular os custos de acidentes nas rodovias federais quanto estaduais", afirma o pesquisador do Ipea José Aroudo Mota, que coordenou o estudo.   Nos 11 primeiros dias de agosto, a queda no total de mortos nas rodovias estaduais alcançou 23%, segundo os dados da Polícia Rodoviária. Foram registradas 67 mortes, enquanto 88 pessoas morreram no mesmo período do ano passado. Em julho, houve apenas dois mortos a menos em comparação com o ano passado - 191 pessoas morreram em julho deste ano e 193, em 2007. "Estamos conseguindo alcançar nosso principal objetivo, que é a redução do total de vítimas fatais", afirma o tenente Cláudio Rogério Ceoloni, da Divisão Operacional da Polícia Rodoviária Estadual.   O tenente afirma que entre julho e agosto já foram feitas mais de 23 mil operações voltadas especificamente à fiscalização dos motoristas alcoolizados. "Temos hoje centenas de bafômetros descartáveis e estamos testando equipamentos que consigam detectar o índice alcoólico do motorista sem que ele precise soprar", explica.   As rodovias estaduais de São Paulo também registraram uma queda no total de acidentes com feridos. Em julho do ano passado, foram 3.103, enquanto houve 2.806 acidentes com vítimas em julho deste ano, redução de 9,5%. Nos primeiros dias de agosto, a redução foi de apenas 4% em São Paulo.   Os números mais desfavoráveis são registrados nos casos de acidentes sem vítimas. Nos 11 primeiros dias deste mês, houve um crescimento de 132 casos. Foram 1.583, contra 1.451 casos no mesmo período do ano passado, um crescimento de 9%. Em julho, contudo, os acidentes sem vítimas registraram redução de 11% - 3.837 casos este ano, ante 4.324 no mesmo mês de 2007. "Esse crescimento dos acidentes sem vítimas não chega a causar preocupação, porque são batidas leves, pequenos amassados, que não são o foco principal da fiscalização feita pela Polícia Rodoviária", explica o tenente Ceoloni. "A prioridade será sempre evitar os acidentes graves."

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