Eduardo Nicolau/AE
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Estádio do Pacaembu não tem futuro definido

Em 2009, a Prefeitura de São Paulo apresentou à Câmara de SP projeto para reformar o estádio; em 2011, Kassab encomendou novo projeto, mas nada foi anunciado

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2012 | 09h31

Em 2009, a Prefeitura de São Paulo apresentou à Câmara Municipal um projeto para reformar o Pacaembu. Orçada em R$ 250 milhões, a proposta da Secretaria Municipal de Esportes visava a uma parceria com entidade privada para a administração do estádio. Depois, em setembro de 2011, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) encomendou novo projeto à empreiteira Queiroz Galvão para transformar o Pacaembu em arena multiuso. Nada, porém, foi anunciado até agora.

1. Por que é importante a reforma do Pacaembu?

Sem isolamento acústico, o estádio hoje só pode receber partidas de futebol para no máximo 39 mil pagantes. Mas, a partir de 2014, quando as novas arenas do Corinthians e do Palmeiras estiverem prontas, o temor da Prefeitura é de que o local fique subutilizado. O Santos também reformou a Vila Belmiro recentemente e já adiantou que pretende continuar mandando os jogos na Baixada Santista. As partidas de futebol rendem aos cofres municipais, em média, R$ 450 mil por mês.

2. Qual foi a proposta do prefeito?

Em 2009, a Prefeitura apresentou um projeto de reforma de R$ 250 milhões para ceder o estádio para a iniciativa privada. Mas, após o Corinthians decidir construir o novo estádio em Itaquera, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que reformularia essa proposta.

3. Quais são os entraves à proposta?

Além de o estádio ser tombado, há uma decisão judicial que desde 2004 proíbe shows no local. Uma das estratégias para tornar o projeto bem-sucedido seriam a redução da capacidade para cerca de 25 mil lugares (hoje são 39 mil), além de cobertura das arquibancadas e proteção acústica. O telhado não seria visto do lado de fora, mantendo as características da fachada art déco do estádio, inaugurado em 1940. O estacionamento, para 2 mil automóveis, seria subterrâneo. Haveria também restaurantes e lojas, além do Museu do Futebol.

4. O que pensam os moradores vizinhos?

A Associação Viva Pacaembu não é contrária à reforma do estádio para transformá-lo em arena multiuso. Mas, entre as ações requeridas para implementação do projeto, estão a proibição de estacionamentos no bairro durante os shows, combate a ambulantes e facilidades para o escoamento do público. E encerramento do show antes da meia-noite.

5. O que diz a Prefeitura de São Paulo?

Afirmou apenas que aguarda a definição sobre o uso das arenas da cidade e depois indicará a criação de um grupo de trabalho para estudar o assunto.

A QUEM RECLAMAR

Prefeitura de São Paulo

http://sac.prefeitura.sp.gov.br/

Ouvidoria Geral do Município

(11) 0800-175717

(11) 3334-7132

Ministério Público

(11) 3119-9000

ouvidoria@mp.sp.gov.br

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