ALEX SILVA/ESTADAO
ALEX SILVA/ESTADAO

Estações da CPTM falham na acessibilidade

Não há rampas nem elevador nos quatro terminais que circundam a Vila Leopoldina, por exemplo

Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2015 | 19h59

Chegar à Vila Leopoldina parece fácil. Olhando o mapa, o bairro está logo ali, numa região de fácil acesso, próximo à Lapa e contornada pelas marginais Tietê e Pinheiros. Quatro estações da CPTM circundam a região: Imperatriz Leopoldina e Domingos de Moraes, da Linha 8- Diamante, e Ceasa e Villa Lobos/Jaguaré, da Linha 9-Esmeralda. Tudo certo, a não ser que a pessoa tenha algum tipo de necessidade especial: dados divulgados pela CPTM mostram que não há elevador ou rampa de acesso para cadeirantes em nenhuma das quatros estações que chegam ao bairro.

A situação só não é pior porque as estações Ceagesp e Villa Lobos/Jaguaré apresentam piso tátil e sanitários adaptados. Os terminais Imperatriz Leopoldina e Domingos de Moraes nem isso oferecem.

A CPTM admite que apenas 45 de um total de 92 estações são acessíveis. Em seu site oficial está escrito que “outras 18 estão com seus projetos de adequação contemplados no PAC da Mobilidade. As obras não foram licitadas porque a CPTM aguarda a liberação dos recursos do Governo Federal”. Segundo a companhia, é necessário um aporte da ordem de R$ 2,3 bilhões para adaptar todos os terminais de acordo com as normas vigentes. No mais, afirma também que todos os seus funcionários estão capacitados para auxiliar as pessoas com necessidades especiais nas estações.

Clique para ver quais terminais têm itens de acessibilidade.

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