Estação divide lado rico do popular em Pinheiros

A Estação Faria Lima fica caprichosamente localizada em um ponto que divide duas realidades. À direita (no sentido da Avenida Rebouças), estão prédios com vidros espelhados, bancos, shoppings e restaurantes. Do outro lado, a parte comercial do Largo da Batata, com suas lojas populares, vendedores ambulantes, comida de rua e bordéis que funcionam à luz do dia.

, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2010 | 00h00

E a inauguração do Metrô também foi recebida de maneira diferente nos dois lugares. O vendedor de "churrasco grego" José Carlos dos Santos está preocupado com a possível saída dos ônibus da região. "Os passageiros são os meus clientes", diz ele, que há dois meses alugou um espaço para vender seus cerca de 150 lanches a R$ 2 (pão e carne de boi, que ele desfia na hora).

Perto dali, a preocupação dos seguranças dos bordéis é de que a área seja desapropriada. "Estão todos falando que a gente vai ter de sair", diz Aceli Júnior, que espera um aumento no número de clientes com o Metrô ? a entrada nos estabelecimentos é gratuita e ele diz que os programas custam R$ 50 por meia hora. Têm a mesma opinião os donos das lanchonetes, que lucram com as máquinas de música que tocam forró o dia inteiro.

No outro lado da estação, os frequentadores acreditam que a chegada do Metrô vai revitalizar toda a região. "Naturalmente, vai haver uma reurbanização. Há muitos prédios antigos que devem dar lugar a outros", diz a consultora de Marketing Christiane Nicoletti. Ela acredita que a possível retirada de algumas linhas de ônibus pode melhorar a fluidez do trânsito e, consequentemente, o ambiente na Faria Lima./ R.M.

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