Estação de ski não tem estrutura, afirma família de brasileiro

Jovem de 22 anos se acidentou na estação de Las Leñas e após uma semana na UTI faleceu na Argentina

18 de julho de 2008 | 03h04

A família do brasileiro Dimas de Souza, de 22 anos, que morreu depois de ficar mais de uma semana numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em San Rafael, na Argentina, acusa a famosa estação de ski snowboard em Las Leñas de não ter atendido o rapaz adequadamente há 9 dias, quando o jovem se acidentou. Dimas estava acompanhado do irmão, Diego. Segundo o irmão da vítima, ambos estavam numa pista intermediária, de nível azul, quando Dimas se desequilibrou ao fazer uma curva à direita. O rapaz teria rolado por 4 metros e batido a cabeça em seguida. Ainda conseguiu ficar sentado e disse que estava bem, apesar de sentir dores na cabeça. Segundos depois, Dimas, que havia sofrido traumatismo craniano, perdeu a consciência e foi levado numa ambulância até a cidade de San Rafael. O irmão de Dimas fotografou a ambulância na qual o rapaz foi levado. "É uma Besta (van) sem os assentos traseiros, sem equipamento algum, sem terapia intensiva. A estação não tem estrutura nem capacidade de atender a casos de emergência.", afirmou Diego em entrevista à TV Globo. O acidente com Dimas ocorreu no terceiro dia em que os dois irmãos se divertiam. A família já havia denunciado o ocorrido à imprensa local. O rapaz nunca havia praticado ski e nem passou por aulas com os instrutores da estação, uma das mais famosas da Argentina, composta por um vale com curvas sinuosas. A direção da estação afirma que Dimas, quando se acidentou, estava numa pista de nível vermelho, normalmente usada somente por esquiadores experientes. O administrador da estação, Alfredo Fucci, disse que a estação não tem estrutura para atender a casos graves, por isso o brasileiro foi transferido de ambulância para San Rafael. Fucci não soube dizer se a ambulância usada pelo resgate estava ou não equipada para atendimento intensivo.

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