Filipe Araújo/AE
Filipe Araújo/AE

Estação de metrô em Higienópolis deve continuar na Rua Sergipe, diz secretário

Endereço segue indefinido, mas parada deve ficar a menos de 200 m da Avenida Angélica

Marília Lopes, Estadão.com.br

16 de maio de 2011 | 13h44

SÃO PAULO - A estação de metrô da Linha 6-Laranja em Higienópolis ainda não tem endereço definido, mas não deve sair da Rua Sergipe, onde se planejava construí-la inicialmente. "O mais provável é que seja na Rua Sergipe, mas mais próximo ao Pacaembu e à FAAP", afirmou o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Ele acredita que a polêmica sobre a estação foi baseada em uma premissa falsa. "Nunca existiu a possibilidade de tirar a estação de Higienópolis", destacou durante a inauguração da Estação Pinheiros nesta segunda-feira, 16.

 

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Segundo Fernandes, houve apenas uma mudança de local em Higienópolis, já que a estação não será mais no cruzamento da rua com a Avenida Angélica. Ele revelou que a parada do bairro não será instalada a mais de 200 metros da avenida. "A estação ficará entre a faixa da Rua Sergipe com a Avenida Angélica, até mais ou menos a Rua Ceará", afirmou.

 

O secretário reforçou que a decisão sobre a nova localização é técnica, mas depende também do término das audiências públicas. "Não podemos bater o martelo sem que a população seja ouvida", explica. "Existe muita comoção. O metrô virou uma aspiração de todos, um desejo de mobilidade."

 

Ainda de acordo com Fernandes, a estação de Higienópolis será subterrânea, como as da Avenida Paulista, que integram a Linha 2-Verde. "Não pretendemos derrubar ou desapropriar nenhum prédio", disse. Segundo ele, a Praça Buenos Aires não é uma opção para receber a parada, pois alguns prédios no entorno têm as fundações muito profundas, o que dificultaria a passagem da linha.

 

Na ocasião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), endossou o discurso do secretário e voltou a negar que a mudança dos planos em Higienópolis sejam decorrentes de pressão dos moradores. "É uma decisão técnica baseada no interesse público, no interesse coletivo", afirmou.

 

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