Estação de lixo deve continuar no Ipiranga

Apesar da luta dos vizinhos para acabar com posto de transferência de resíduos, Prefeitura estuda reforma da área; contrato vence em um mês

Vitor Hugo Brandalise e Eduardo Reina, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2010 | 00h00

A unidade de transbordo de lixo Vergueiro, no Ipiranga, zona sul da capital, que deveria ser desativada em 6 de outubro, aguarda licença para ser reformada e deve continuar no local. Apesar de o contrato de concessão vencer em um mês, a empresa Ecourbis, responsável pelo equipamento, afirma que não deixará a área, por "inexistência de outros terrenos" para transferir a estrutura.

A Secretaria Municipal de Serviços admite ter pedido novo projeto para a área, mas diz ainda estudar a questão. Desde 2009, porém, a permanência da unidade é considerada - o Ofício 1.117 do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) comunica à Ecourbis que o "plano arquitetônico e urbanístico de modernização, melhorias ambientais e adaptação à legislação ambiental das instalações" foi analisado e aprovado.

O mesmo ofício também pede a inclusão de uma proposta arquitetônica e urbanística para o entorno da unidade, para atender "à expectativa da população" vizinha. A situação revoltou moradores do bairro, que acionaram o Ministério Público Estadual pedindo cumprimento do contrato. O caso está sendo investigado.

Em 14 de janeiro, vistoria da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) constatou emissão de odores fora dos limites estabelecidos por lei e uma advertência chegou a ser dada. Diariamente, são enviadas à estação 1.400 toneladas de lixo, de moradores das Subprefeituras de Vila Prudente, Ipiranga, Jabaquara e Vila Mariana.

Alteração. O contrato, que previa desativar os equipamentos e restituir as dependências ao Município, agora pode ser alterado - o novo texto também está em estudo pela Secretaria de Serviços. A Cetesb também avalia o projeto, enviado em abril de 2009. Uma vez aprovadas, as obras durarão 16 meses. Por meio de nota, a Ecourbis informou que o contrato "dispõe de cláusulas que permitem adequar marcos contratuais".

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