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Estação Ciência segue sem previsão de reabertura

Fechado para obras desde 2013, únicas medidas tomadas no prédio foram limpezas de fachada e reforma da calçada

Gheisa Lessa, O Estado de S. Paulo

12 Dezembro 2014 | 15h10

O tombamento do prédio, a cessão de espaço pelo Governo do Estado e uma medida de corte de gastos anticrise da Universidade de São Paulo (USP) impedem que a Estação Ciência, fechada desde março de 2013, reabra na zona oeste da capital. O museu, segundo assessoria de imprensa, segue sem previsão de reabertura para o público.

Com um ano e nove meses de interdição para obras, as únicas medidas tomadas no edifício foram "pontuais de preservação como limpeza da fachada e reforma da calçada", explica assessor de imprensa do local, Michel Sitnik.

A última reforma no prédio onde está instalada a Estação Ciência foi realizada ainda no ano de sua fundação, na década de 80. Com problemas de desgaste estrutural, a universidade solicitou o fechamento do local para obras ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), que liberou a interdição em março de 2013. Desde então, a instituição lida com trâmites jurídicos e orçamentários.

O decreto de cessão da área, que pertencia ao Governo do Estado de São Paulo, aguarda aprovação do Conselho de Patrimônio Imobiliário, segundo a instituição, a Procuradoria Geral da USP já encaminhou a solicitação em 24 de setembro. O termo deve ser atualizado pois consta com somente 800 m² do prédio para uso da Estação Ciência, porém o acervo e as atividades realizadas pelo museu ocupavam 7 mil m².

"A licitação de reforma não poderia ser emitida sem que o espaço tombado estivesse legalizado enquanto propriedade da universidade", explica a assessoria de imprensa. 

Sem confirmar datas para início oficial das obras ou reabertura da Estação Ciência, a USP diz que pretende inovar no espaço. "A proposta é modernizar, incluindo novos conceitos, conteúdos e formatos de exposições que atendam o interesse dos jovens e crianças de hoje em dia", diz Sitnik. 

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