Alex Silva/AE
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Está indo à praia? Não esqueça de levar o guarda-sol

Modelos feitos com 100% de poliéster e em tom escuro são mais os eficientes, segundo especialista; protetor, chapéu e óculos também são indispensáveis

Valéria França, O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2010 | 00h00

Se vai à praia, óculos, protetor solar e chapéu são imprescindíveis. Mas não só eles. "Guarda-sol também é indispensável", diz Márcio Rutowitsch, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital dos Servidores do Estado, no Rio. O tecido usado na cobertura deste acessório, muitas vezes desprezado pelos turistas, ajuda a combater a radiação ultravioleta.

Supermercados e grandes lojas de decoração têm mais variedade. A Etna, por exemplo, colocou neste ano nas prateleiras uma espécie de sombrinha pequena, de um metro de diâmetro, bem leve de carregar. Abriga só uma pessoa e custa R$ 16,99. Sua vantagem é permitir fixação em qualquer braço ou encosto de cadeira. Seu nylon fino, à primeira vista, parece não ser um bom escudo contra os raios ultravioletas, mas é eficiente. Trata-se de um tecido especial com proteção solar 70.

A loja ainda tem um modelo maior, de 1,80 metro de diâmetro, com cabo longo, de enterrar na areia. O Ballize tem estampas coloridas e divertidas para a areia. Sai por R$ 31,99.

A Tok & Stok lançou coleção com desenhos exclusivos do estilista Amir Slama. Tem o triplo do diâmetro do modelo à venda na Etna. Vem com armação de aço, acabamento em pintura epóxi e tratamento antiferrugem. O tecido é mais grosso, o que ajuda a proteger de calor e raios ultravioletas. Está em promoção. Caiu de R$ 110 para R$ 88.

Poliéster. Não existe regulamentação sobre os tecidos usados na confecção dos guarda-sóis no que se refere à obrigatoriedade do fator de proteção. Mas é muito fácil encontrar produtos com etiquetas de informação à respeito. Quando for este o caso, Rutowitsch recomenda escolher coberturas de 100% de poliéster, de preferência de cor escura. Mesmo sem tratamento especial, esse tipo de tecido barra 95% dos raios ultravioletas." A proteção do algodão branco é mais baixa - 85%."

No site do Magazine Luiza, o Mor Fashion é um modelo feito com 100% poliéster e estrutura em aço carbono, o mesmo material usado na fabricação de bicicletas. Tem 1,80 metro de diâmetro e pesa menos de um quilo.

Mas só guarda-sol adianta? Não. Mesmo debaixo dele, o dermatologista avisa que é preciso continuar usando óculos, chapéu e protetor solar. "Apesar de ser uma barreira, o guarda-sol não impede que os raios refletidos na areia atinjam a pele dos veranistas", lembra.

O protetor solar deve ser passado antes de sair de casa e reaplicado ao chegar à praia. "A cada duas horas é preciso reforçar a a camada", ensina Rutowitsch. "O mesmo vale quando se entra na água."

Crianças. Evitar o sol das 11 horas às 15 horas - período em que a radiação é mais forte - também ajuda a manter a saúde. No início da manhã ou no fim da tarde, a pele fica exposta apenas ao UVA e não ao UVB. Mas a dica vale principalmente para as crianças. "Estudos mostram que as pessoas que são protegidas do sol dos 6 meses aos 18 anos têm 80% menos chance de desenvolverem câncer de pele", diz Rutowitsch. "É importante saber que os males provocados pelo sol demoram dez anos para dar sinais aparentes de estrago. Por isso, o ideal é não abusar e passar o dia inteiro na praia, mesmo debaixo do guarda-sol. Três horas é o tempo máximo para não comprometer a saúde."

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