Está bem gato que passou réveillon preso em janela de SP

Drama começou no dia 31, quando a pessoa responsável por sua alimentação não percebeu sua ausência

Gustavo Miranda, estadao.com.br

02 de janeiro de 2008 | 14h03

O gato que ficou preso na janela de um apartamento em Higienópolis, região central da capital paulista, passa bem depois de ter sido resgatado pelo síndico do prédio, na presença de outras pessoas, inclusive um veterinário que fez os primeiros socorros no bichano. O animal apresentava sinais de cansaço e desidratação.   Gato é esquecido por morador e fica preso em janela   O drama do gato começou na segunda-feira, 31, quando a pessoa responsável por sua alimentação não percebeu que o trancou do lado de fora, entre a janela e a rede de proteção do apartamento, que fica no 15º andar do Edifício Paquita. Segundo o vice-síndico do prédio, Marcelo Rede, os donos do animal viajaram para o Rio de Janeiro, onde passaram o réveillon.   A foto do gato foi publicada no início da tarde de terça-feira, 1, pelo estadao.com.br e comoveu dezenas de leitores do portal, que chegaram a protestar, no espaço de comentários do site. As primeiras informações apuradas pela reportagem davam conta de que o síndico do edifício não estava disposto a salvar o animal, o que foi desmentido por Rede nesta quarta.   "Antes de entrar no apartamento, na ausência do morador e sem sua autorização, alguns cuidados deveriam, porém, ser tomados, quase todos dificultados pelo contexto do primeiro dia do ano. Foram tentados, sem sucesso, contatos com a proprietária do imóvel, com a locatária, assim como com os parentes responsáveis pelo cuidado do animal. Foram feitas chamadas ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar e, diante da impossibilidade de prestação de socorro, consultas sobre qual procedimento adotar", explicou Rede, que ainda consultou a síndica do prédio que estava viajando.   Segundo ele, "foram analisadas alternativas de resgate e consideradas as implicações jurídicas quer do não socorro ao animal, quer da abertura, sem autorização, da unidade condominial." No final das contas, diante de cinco testemunhas e de um veterinário, um chaveiro abriu a porta do apartamento, por volta das 16 horas . O bichano foi salvo, alimentado e hidratado. O nome do gato? O vice-síndico não informou.

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