ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

'Não sei mais o que fazer', diz mãe de suspeito de atirar em aluno na USP

Estudante de Letras foi baleado dentro do câmpus em tentativa de roubo; três adolescentes foram detidos pela polícia

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2015 | 08h07

SÃO PAULO - A mãe de um dos adolescentes suspeitos da tentativa de assalto dentro do câmpus da Universidade de São Paulo (USP) nessa terça-feira, 1.º, em que um aluno foi baleado, foi ao 91.º Distrito Policial (Ceasa) buscar informações sobre o filho, de 16 anos. A mulher de 30 anos contou que o rapaz cumpriu medido socioeducativa na Fundação Casa por um ano e três meses em razão de um sequestro e lamentou as escolhas do adolescente.

“Não sei mais o que fazer. Essa foi a vida que ele escolheu”, disse. Ela explicou que costuma chegar em casa, perto da Cidade Universitária, à noite, enquanto o filho está na escola – cursa a 7ª série do ensino fundamental. Nessa terça, ela estranhou o desaparecimento do adolescente e perguntou na vizinhança o que havia acontecido. Foi quando descobriu que o filho havia sido detido pela polícia. 

Outros dois adolescentes suspeitos do crime foram detidos por policiais das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) e do 16.º Batalhão. O trio, de acordo com os policiais militares, confessaram a tentativa de roubo no momento da detenção. A polícia busca testemunhas que possam reconhecer os suspeitos.

O estudante Alexandre Simão de Oliveira Cardoso, de 28 anos, levou um tiro nas costas, que atravessou seu tórax, nas imediações do prédio onde estuda. A vítima foi levada ao Hospital Universitário e passou por cirurgia. Cardoso havia saído da aula mais cedo.

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