Esquema de carona vira preocupação entre pais

Levantamento feito pelo 'Estado' mostra que maioria aprova proteção, mas acha difícil usá-la em carro de parente e amigo

Nataly Costa, Rodrigo Burgarelli, R.M. E A.B., O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2010 | 00h00

Boa parte dos pais já comprou cadeirinha, booster e bebê conforto e sabe como usá-los. Mas espera dificuldades quando os filhos estiverem no carro de avós, tios e amigos. O Estado entrevistou ontem cem pais em portas de escola, shoppings e avenidas movimentadas de São Paulo para descobrir se eles já haviam se adequado. Do total, 88 admitiram que os filhos não andam em cadeirinha todas as vezes que estão em carros de amigos e parentes - a metade afirmou não usá-la nunca.

Muitos também estão preocupados, pois têm esquemas com vizinhos e amigos para buscar ou levar crianças na escola - um pai leva ou busca o filho do outro e vice-versa.

A falta de uso em carros de terceiros contrasta com a consciência dos pais sobre a importância do dispositivo. Praticamente todos - 94 - disseram que a cadeirinha aumenta a proteção em caso de acidente. A situação também se repete nos carros próprios: 80 já têm o equipamento e apenas 21 disseram que os filhos não andam em cadeirinhas.

Além do carro de amigos e parentes, outro problema para a adaptação à nova regra é a resistência das crianças ao uso da cadeirinha - 51 pais disseram que os filhos costumam reclamar do equipamento, principalmente por ser apertado. Alguns ainda temem que o uso seja prejudicial em casos extremos, como um assalto. "Já soube de caso em que a criança acabou sendo levada por bandidos porque não houve tempo de a mãe tirá-la da cadeirinha. Mas o risco em caso de acidentes também é grande. Por isso, sempre uso", disse a entrevistada Tatiana Pirim.

Multa

R$ 191,54

é o valor da multa a ser aplicada para quem descumprir a lei da cadeirinha, mais 7 pontos na CNH. A regra, no entanto, não vale para táxis, vans e veículos de transporte coletivo.

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