Esquecido pelo pai no carro, bebê morre

Homem só lembrou da filha de 10 meses 4h30 depois, quando foi questionado pela mulher

FÁBIO GRELLET / RIO , O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2012 | 02h03

Um bebê de 10 meses morreu asfixiado após ficar quatro horas e meia trancado no carro do pai, anteontem à tarde, em Volta Redonda (RJ).

Manuella Mantila Sueth foi esquecida no carro pelo gerente de vendas Clóvis Perrut Mantila, de 29 anos, que deveria ter deixado a filha na creche antes de seguir para seus compromissos profissionais. Mantila disse à polícia que saiu de casa com a filha no banco traseiro, mas raramente levava o bebê à creche e acabou esquecendo-o. O gerente de vendas parou o carro na Rua das Margaridas por volta das 13h30 para encontrar dois amigos e almoçar. Depois, o grupo seguiu para outro bairro e o automóvel de Mantila ficou no mesmo lugar.

Ele só lembrou da filha por volta das 18h, quando recebeu uma ligação da mulher, Camila Sueth, que tinha sido avisada pela creche sobre a ausência da criança. O comerciante pegou um táxi para voltar ao local onde havia deixado o veículo e avisou amigos para que tentassem chegar primeiro.

Um deles, Walter Andrade, chegou antes. Ele afirmou à Polícia Civil que quebrou um dos vidros, mas o bebê já parecia estar morto. Em seguida, chegou Camila e depois Mantila, que levou a filha ao Hospital São João Batista, onde foi confirmada a morte.

O gerente de vendas foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção). Preso em flagrante, pagou fiança de R$ 12.440,00 e foi libertado. Segundo a 93.ª DP (Volta Redonda), Mantila estava desesperado e pedia para ser preso. Transtornada, a mãe repetia que precisava amamentar a filha. O corpo de Manuella foi enterrado ontem.

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