Espera por táxi já passa de 1 h em SP

Demanda nesta época é maior do que oferta de carros em alguns bairros; fila de passageiros é grande também em shopping e aeroporto

Diego Zanchetta e Eduardo Reina, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2010 | 00h00

No shopping, no aeroporto e em bairros fora do centro, chamar um táxi e ser atendido em menos de uma hora virou desafio em São Paulo nesta época do ano. Na maior parte dos 2.369 pontos em vias públicas e nas 43 cooperativas que atendem por telefone, a demanda é maior que a oferta.

A situação piora nos fins de semana. Nas vezes em que a atendente não deixa o usuário na espera, a resposta é quase sempre a mesma. "Estamos com excesso de atendimento nessa área e sem carro", informou às 18h30 de sexta-feira a Central Táxi, cooperativa de 900 veículos, para um cliente na Vila Madalena.

Ir ao aeroporto de Guarulhos só é possível com hora marcada. "Temos táxi com agendamento dois dias antes", informa a São Paulo Táxi, cuja frota é de 400 carros. Já o radiotáxi Vermelho e Branco, que presta serviços em Congonhas, não consegue atender à demanda de 2.100 corridas por dia para 625 carros. A espera por um táxi no domingo à noite chega a 90 minutos. No mesmo horário, é comum ver filas de pessoas nos pontos em estações do metrô e na Rodoviária do Tietê.

Quem está em bairros sem comércio aberto à noite fica a pé. Na tarde de sexta-feira, a reportagem consultou três cooperativas para um endereço na Freguesia do Ó, zona norte. "Estamos sem carro disponível no momento", avisou às 18h13 a Bat Táxi. A mesma resposta foi dada em seguida pela Coopertax e pela São Paulo Táxi.

As chuvas também explicam o aumento na procura. "Quem poderia sair do shopping para procurar táxi na rua fica no ponto do estacionamento. As filas são de até 70 minutos no Bourbon e no Santa Cruz", observa o taxista Geraldo Ferrari, de 60 anos.

A situação desagrada aos taxistas, que não contam com a mesma procura no restante do ano. Conforme a pesquisa "Origem e Destino" do Metrô, a procura por táxis caiu 11,95% em 10 anos, passando de 103.397 deslocamentos diários para 91.043.

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