Especialistas discutem como melhorar sistema

Apesar da mobilidade dos estudantes brasileiros e da facilidade de ingresso nas universidades federais, não faltam críticas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) criado pelo Ministério da Educação em 2010.

O Estado de S.Paulo

20 Maio 2013 | 02h01

Para o presidente de honra do Instituto Henfil, Mateus Prado, especialista no Sisu, "muitas" das vagas não são preenchidas. "Deve ser aprimorada a forma como se dão as convocatórias. Tem vaga que está disponível na 15.ª chamada", diz.

De acordo com Gustavo Balduíno, secretário executivo da Andifes, que representa as federais, "certamente" é possível melhorar o Sisu. "Daqui a dois meses, pretendemos conhecer melhor os impactos desse modelo em comparação com o tradicional", diz Balduíno.

Para o professor da Faculdade de Educação da UFRJ, Marcio da Costa, com a adesão cada vez maior ao Sisu, novas demandas foram criadas. "A evolução da ferramenta vai exigir mais assistência e moradia estudantil."

O estudante mineiro Gustavo Amorim, de 20 anos, por exemplo, resolveu partir do Sudeste para estudar Medicina em Alagoas por conta própria. Há um ano lá, ele diz que a decisão final da mudança só ocorreu pela facilidade que teve em perceber onde era possível conquistar a vaga. "Eu mesmo não me deslocaria para Alagoas apenas para fazer a prova. Agora, com o Sisu, só é preciso nota, disposição e meios para a mudança", afirma o estudante. / D.L.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.