Especialistas aprovam 'novo' Expresso Tiradentes de SP

Mas temem pela rentabilidade; no País, VLTs e VLPs não saíram do papel

Renato Machado, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2009 | 08h56

A opção do sistema de transporte coletivo de trocar ônibus por um modelo mais moderno pode ser importante para a zona leste, embora todos os especialistas ressaltem que é preciso fazer uma análise mais profunda para verificar se o sistema é rentável. "Por princípio, é um meio mais eficiente e atrativo, o que pode fazer muitas pessoas deixarem o carro", diz o diretor executivo da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), Marcos Pimentel Bicalho.

Bicalho acrescenta que é positivo investir em um sistema que ofereça mais capacidade e conforto, além de ser sustentável. "Acredito que os governos tenham feito um estudo para verificar se a demanda conseguirá manter um sistema como esse, porque não se pode somente investir em um melhor (modelo) e ele acabar dando prejuízo."

Bicalho também ressalta que é um modelo relativamente novo no Brasil. "Nós temos vários projetos envolvendo VLT e VLP, mas nenhum deles ainda saiu do papel. Ele deu certo em alguns lugares no exterior, mas ainda esperamos para ver se será bem-sucedido e aceito aqui", observa.

Para o professor da Poli-USP Jaime Waisman, a principal vantagem do novo projeto é apresentar soluções para uma região com várias deficiências. "A zona leste tem grande densidade populacional, mas quase ninguém trabalha lá. Por isso temos um sistema de transporte carregado e congestionamentos nas vias."

Waisman também afirma que o projeto pode trazer melhorias para as linhas já existentes. "A Linha 2-Verde do Metrô possibilita ir para a região da Paulista sem passar pelo centrão. E essa integração pode, então, desviar uma parcela da população para o metrô e desafogar o restante do atual Expresso Tiradentes", diz.

Prefeitura

No ano passado, a Prefeitura de São Paulo informou que repassou ao Estado R$ 1 bilhão para ampliação do sistema de metrô na capital. Mas R$ 530 milhões foram em forma de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) para as Operações Urbanas Faria Lima e Água Espraiada. O restante foi em dinheiro.

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