Especialistas alertam para falta de papel educativo

Para especialistas em marketing eleitoral, a propaganda do "antes não tinha, agora tem" e a distribuição de jornal do governo porta a porta extrapolam os limites legais da propaganda oficial.

O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2012 | 03h02

"A intenção da propaganda do 'agora tem' não é só de curto prazo, mirando a eleição de outubro. Um prefeito mal avaliado precisa deixar a impressão de bom gerente. A impressão que a população tinha de Kassab no primeiro mandato não existe mais, até pelos problemas de enchente e de trânsito que ele não enfrentou nos primeiros anos", avalia Marco Antonio Teixeira, cientista politico da Fundação Getúlio Vargas.

"A propaganda oficial deve ter caráter educativo e não pode caracterizar promoção pessoal. Campanha publicitária movida pelo governo pode desequilibrar uma eleição", aponta Lázaro Escanhoela Júnior, advogado especialista em marketing eleitoral e professor da ESPM. / D.Z. e R.B.

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