Especialista defende ‘proibição radical’ de sacolinhas

Para ambientalista do Instituto Pólis, há outras opções de realização da coleta seletiva que prescindem do uso das sacolas plásticas

MARCO ANTÔNIO DE CARVALHO e MARIANA GOULART, O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2014 | 23h17

A especialista em gestão de resíduos sólidos e ambientalista do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg criticou a posição da Prefeitura de São Paulo de liberar o uso de sacolinhas. Para ela, há outras opções de realização da coleta seletiva que prescindem do uso das sacolas plásticas. “As sacolas são desnecessárias. A Prefeitura poderia ter avançado mais e decidido pela proibição radical”, disse, citando exemplos de descarte direto do material reciclável em recipiente maior.

As sacolinhas plásticas distribuídas por supermercados da capital paulista serão padronizadas dentro de 60 dias e continuarão à disposição da população. Mas, na hora de usá-las como saco de lixo, o cidadão só poderão depositar nelas restos que serão encaminhados para a coleta seletiva. Se usá-las para descartar lixo orgânico, o paulistano poderá ser multado em R$ 50. 

Elisabeth reforçou o entendimento de que a produção e a distribuição do produto representa danos ao ambiente. “Temos impacto da extração da matéria-prima ao pós-consumo. É um produto que vai virar resíduo”, disse.

A nova medida foi recebida com ressalvas por moradores da capital. Pedro Ivanow, presidente da Associação Defenda Higienópolis, disse acreditar que a decisão é correta como política de tratamento de lixo, mas não é suficiente. “Antes de pensar na fiscalização, é preciso pensar como o recolhimento será feito e dar condições para que a população faça a separação do resíduos”, afirmou. 

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