Escuta revela conversa de médica antes de morte no PR

Trechos de ligações telefônicas da médica Virgínia Soares de Souza gravadas pela polícia com autorização judicial mostram que ela discutiu o desligamento dos aparelhos médicos de um paciente um dia antes de ele morrer, no Hospital Evangélico, em Curitiba. Chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Virgínia foi presa no dia 19 acusada de colaborar na morte de pacientes na unidade.

O Estado de S.Paulo

03 Março 2013 | 02h02

Em um dos trechos das gravações pela polícia divulgado pela Rede Globo, a médica conversa com uma funcionária do hospital. "Tem alguns doentes que estão mortos, então, vai desligando as coisas, que não tem sentido", afirmou Virgínia no telefonema, gravado no dia 29 de janeiro. "O próximo que nós vamos desligar é o Ivo", disse a chefe da UTI. O paciente morreu dois dias depois.

Virgínia nega todas as acusações. Para seu advogado, Elias Mattar Assad, o conteúdo das conversas está sendo mal interpretado. O inquérito deve ser concluído pela polícia amanhã.

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