Escritório do PCC é descoberto pela PM na zona leste de SP

Duas mulheres foram presas com R$ 615 mil, celulares e documentos com a movimentação financeira da facção

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

05 de dezembro de 2009 | 02h30

Policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) estouraram, no início da noite de sexta-feira, 4, na zona leste de São Paulo, um dos principais escritórios do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que age dentro do sistema prisional paulista.

 

Após receberem uma denúncia sobre um suposto cativeiro montado numa das residências da Rua Guido Bonici, na região de Ermelino Matarazzo, os policiais foram até o endereço, mas, em vez de encontrar sequestradores e refém, detiveram duas mulheres, esposas de dois membros facção chamados de "torres" ou "pilotos", que, na hierarquia do PCC, são os responsáveis pela contabilização do dinheiro arrecadado pelo grupo criminoso.

 

Bianca Laureano, de 25 anos, e Patrícia Ferreira Rosa, 24, foram detidas com R$ 615 mil, dez celulares, notebooks, uma CPU, um relógio da marca Rolex e muita documentação, na qual está marcada a movimentação financeira da facção. Nos papéis encontrados pelos policiais, há, por exemplo indicação da origem - bairros das zonas sul e norte - de cada montante, além valores pagos para advogados da facção, para a realização de enterros dos membros e detalhes sobre como e para quem o dinheiro dever ser distribuído.

 

Na casa, segundo a polícia, moravam Patrícia e o marido dela, Márcio Vital dos Santos, o "Tucano", que segue foragido. O marido de Bianca, identificado como Claudécio Alves dos Santos, o "Décio", também não foi encontrado na casa.

 

Bianca e Patrícia foram encaminhadas para a sede do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) e autuadas por associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

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