Escritor vê beleza no ''patinho feio'' da Sé

Igreja de São Gonçalo: Construída no século 18, hoje é frequentada pela comunidade japonesa da Liberdade

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2010 | 00h00

Durante pesquisa de campo para o seu livro, História de Igrejas Destruídas, o escritor Eduardo Verderame encantou-se com a "prima feia" da Catedral da Sé: a Igreja de São Gonçalo, na Praça João Mendes, no centro, perto da Sé. "Pela fachada, ninguém dá nada por ela. Por dentro, tem muita pintura original, acabamento em ouro, uma cúpula bonita e uma bela imagem de São Miguel Arcanjo", diz.

Construída em 1757 - acredita-se que por irmandades de negros e ex-escravos -, a São Gonçalo é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). "O diferencial é que é uma igreja nada turística, mas muito usada pela população. Ela andava meio caída, até os japoneses patrocinarem uma reforma, na década de 1980."

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