Escondida, funcionária da joalheria aciona a PM

Casal de Mato Grosso perdeu a viagem porque seus documentos ficaram no local

O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h03

As seis pessoas que estavam na Joalheria Guerreiro durante o assalto de ontem viveram momentos de pânico após o pacote com uma bomba ser deixado em um dos balcões da loja. Depois que a empresária Márcia Pellegrini deixou o local, os funcionários ficaram escondidos no fundo do estabelecimento, com medo de que tudo fosse pelos ares. Mesmo escondida, uma das funcionárias conseguiu chamar a polícia quando percebeu a ação dos criminosos.

No momento do assalto, os únicos clientes na loja era um casal de Mato Grosso que está em São Paulo para fazer uma viagem internacional. Até o começo da noite de ontem, eles não haviam conseguido deixar a cidade porque os documentos ficaram no local do crime, que ainda passaria por perícia. As vítimas só deixaram a joalheria depois de a polícia chegar.

Ouro. A gerente da Joalheria Guerreiro, Lilian Gomes de Almeida, disse que o mais curioso foi a ordem dada pelos criminosos: eles queriam ouro. "Nossa loja é conhecida por trabalhar com prata. Temos pouca coisa de ouro", afirmou ela.

A loja está há 7 anos neste endereço e nunca tinha sido assaltada antes. A gerente especulou se a joalheria foi escolhida por ter aparecido no programa A Liga, da TV Bandeirantes, há uma semana. "Lilian Gonçalves (dona de bares e restaurantes na cidade) comprou um anel de R$ 50 mil aqui durante o programa."

A gerente disse também ter conversado com a empresária usada pelo grupo para assaltar o lugar e ouvido dela que os criminosos disseram que o assalto seria em um lugar que ela "deveria conhecer". "É uma moça bem vestida, bonita, que, com certeza, poderia ser uma cliente." Lilian falou que a loja tem um segurança, que estava no local e que conseguiu acionar um dos alarmes silenciosos da joalheria.

Segundo a funcionária, nenhuma atividade suspeita foi notada nos últimos dias. A Oscar Freire é uma das vias com Operação Delegada - o bico oficial da PM - por isso, tem policiamento ampliado.

A gerente afirmou não ter ideia de quantas joias foram levadas pelos bandidos.

Câmeras. A loja tem seguro e a ação foi monitorada por câmeras de segurança. "Só filmaram a moça (Márcia). O cara ao telefone falou que estava do outro lado da rua com as vendedoras na mira", afirmou a gerente.

A vendedora que conversou com os criminosos por telefone foi levada para o 78.º Distrito Policial e ainda prestava depoimento ontem. / BRUNO RIBEIRO

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