Esconderijo virou quarto do pânico

A cidade não corre mais risco de bombardeio, mas a segurança continua sendo um mercado lucrativo. O abrigo antiaéreo deu lugar ao quarto do pânico, um cômodo especial da casa para os moradores se refugiarem em uma situação de emergência.

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2011 | 03h02

Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (ABS), o mercado cresce 30% ao ano. "Esse conceito de abrigo começou na Europa durante as guerras. Em seguida, foi usado para dar proteção às pessoas que corriam risco de ser sequestradas", explica Carlos Monte Serrat Barbosa, presidente da Câmara de Blindagem Arquitetônica da ABS.

De acordo com ele, a construção de um quarto do pânico previa paredes com espessura de mais de 1 metro de concreto, chapas de aço e ligação elétrica independente da casa. O custo passava de R$ 1 milhão.

"De uns anos para cá, algumas empresas começaram a comercializar o quarto do pânico com uma blindagem mais baixa e hoje os preços variam entre R$ 30 mil e R$ 200 mil. Só em São Paulo, cerca de 500 casas têm essa proteção."

Segundo Barbosa, no Rio já foram construídos quatro prédios completamente blindados. "Das janelas às portas, o prédio foi todo projetado para resistir a tiros de fuzil. O medo não é mais de um bombardeio, mas da violência urbana." / F.N.

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