Escolta de Monica Serra é assaltada na zona sul de SP

PMs checavam a segurança do percurso da primeira-dama; um deles foi baleado

Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2010 | 23h25

Integrantes da escolta da primeira-dama do Estado, Monica Serra, foram assaltados neste domingo, 21, durante um reconhecimento de percurso no Jardim Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Dois policiais militares que checavam as condições de segurança do caminho que seria feito posteriormente pela mulher do governador José Serra (PSDB) foram abordados por dois bandidos. Houve tiroteio e um dos PMs foi baleado na perna. Os criminosos fugiram levando duas pistolas e o veículo oficial, um Toyota preto, encontrado pela polícia horas depois, abandonado pelos assaltantes.

 

Os policias militares que fazem a segurança pessoal de Monica Serra entraram no serviço às 11h de domingo e partiram com o carro oficial para fazer uma conferência de itinerário – procedimento rotineiro em que os agentes inspecionam antecipadamente todos os detalhes do percurso que será feito pela primeira-dama. Verificam os pontos de trânsito carregado, áreas que podem ser consideradas inseguras e rotas de fuga.

 

Quando os policiais estavam no número 150 da Rua Agnaldo Manuel dos Santos, dois criminosos sacaram armas e pediram para os policiais descerem do carro. Os PMs reagiram e, na troca de tiros, um deles foi atingido na perna. Foi socorrido no Hospital Sepaco, na Rua Vergueiro, e passa bem.

 

Os bandidos fugiram com o Toyota – que pertence à Casa Militar e é usado primordialmente para escoltas de comitivas oficiais e autoridades estaduais –, levando ainda duas pistolas dos policiais guardadas no veículo. O carro foi abandonado a um quilômetro de onde ocorreu o assalto.

 

Não é a primeira vez que seguranças oficiais do governo do Estado e da Presidência são alvos de criminosos em São Paulo. Também na Vila Mariana, dois policiais militares que faziam a segurança de Thomaz Alckmin, de 19 anos, filho do então governador Geraldo Alckmin (PSDB), foram baleados em frente ao prédio onde morava a namorada dele, em outubro de 2002. O PM Diógenes Barbosa Paiva morreu.

 

Em 2003, o subtenente do Exército Alci José Tomasi foi assassinado na Vila Metalúrgica, em Santo André, no ABC, quando fazia escolta de Sandro Lula da Silva, filho do presidente Lula.

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