Escolha é do profissional, diz coordenador

Felipe Proenço, coordenador do programa Mais Médicos no Ministério da Saúde, afirmou que o fato de várias cidades sem médico de saúde da família não terem sido atendidas nos dois primeiros ciclos só demonstra que os brasileiros escolhem onde querem atuar, em geral nas Regiões Metropolitanas. "Claro que existe uma expectativa no programa de que os profissionais escolham as localidades mais carentes de gente, mas eles colocam nas suas opções os municípios que consideram prioritários", diz.

O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2013 | 02h02

Pelas regras do programa, o profissional aponta até seis cidades onde gostaria de atuar. Os dados são cruzados com a oferta disponível e, no fim, o ministério indica a área. Cabe ao médico concordar ou não com o local indicado.

De acordo com Proenço, essa distribuição leva em consideração a seguinte lógica: primeiramente, a escolha dos médicos brasileiros, depois dos brasileiros formados no exterior, dos estrangeiros e, por último, dos médicos cubanos.

"No caso da distribuição dos cubanos tivemos um critério muito claro: escolhemos os municípios que não foram escolhidos nem citados pelos outros médicos ao longo de todo o processo, nem como primeira nem como a sexta opção", explica Proenço, que diz que esse é o primeiro critério importante de distribuição. O ministério também leva em consideração critérios de pobreza e condição instalada da rede de saúde.

Para o coordenador, esses resultados não demonstram que o programa terá dificuldades de atender a demanda só com médicos brasileiros, mas mostra que o problema existe. "O edital está aberto continuamente. Esperamos que até o fim do ano grande parte da demanda dos municípios seja atendida." / F.B. e B.D.

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