Escolas de samba têm quadras irregulares em SP

Segundo SPTuris, 90% delas não possuem autorização. Problema se estende aos barracões

Lais Cattassini, Jornal da Tarde

18 Fevereiro 2009 | 03h07

A maioria das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo, ou 90% delas, tem quadras sem alvará de funcionamento. Segundo a São Paulo Turismo (SPTuris), os barracões das agremiações apresentam o mesmo problema. Localizadas em terrenos municipais, as escolas deveriam entrar com pedido de regularização, mas o processo é lento e prazos são ignorados pelas agremiações, diz a Prefeitura. O órgão não informou quais são os locais irregulares.     Veja também:  Cobertura completa do carnaval 2009     Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da folia Especial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP   Escolas como a Vai-Vai e a Rosas de Ouro possuem uma permissão de uso. A autorização, entretanto, é temporária e não garante a segurança das edificações. A quadra da Unidos de Vila Maria tem goteiras e obriga o público que frequenta os ensaios a usar guarda-chuvas. A Tom Maior, que está em um espaço temporário, costuma ter os ensaios lotados em casa sem capacidade.   Segundo Luiz Sales, coordenador de carnaval da SPTuris, a fiscalização é de responsabilidade das subprefeituras, mas dificilmente as agremiações são fechadas. "É uma situação complicada, pois as escolas realizam projetos sociais e são importantes para a comunidade. Não existem muitos terrenos públicos disponíveis." Segundo ele, as escolas costumam entrar com recursos na Justiça para impedir a saída desses locais. De acordo com a Secretaria das Subprefeituras, qualquer estabelecimento irregular deve ser fechado.   Para o presidente da Superliga das Escolas de Samba e presidente da Vai-Vai, Edimar Tobias, "a preocupação por enquanto é com o desfile". "Logo após o carnaval poderemos discutir isso. A Prefeitura está disposta a resolver a situação", afirmou.   Flor de Liz   Instalada em terreno provisório da Prefeitura, a escola de samba Flor de Liz, do Grupo de Acesso, teve de deixar o espaço no sábado. Após a saída, a escola alega que teve alegorias destruídas pela Subprefeitura de Santo Amaro. Segundo Paulo Henrique de Oliveira, diretor da escola, alguns materiais que foram deixados no terreno e que seriam utilizados para completar os carros alegóricos foram levados pelos fiscais. Em nota, a subprefeitura negou as acusações. "Tudo foi devolvido à escola de samba", informa o texto.

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