Escola não é joalheria ou banco

Deve prevalecer o bom senso e não um fechamento total. Não é deixar o portão escancarado, mas [br]identificar quem entra

Silvia Gasparian Colello, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2011 | 00h00

O fato ocorrido no Rio teve impacto não apenas naquela escola de Realengo, mas em muitas outras do País. Os educadores terão de repensar procedimentos de segurança, mas tomando cuidado para não comprometer a participação de pais e comunidade, que é indispensável.

A segurança na escola não pode ser confundida com a de uma joalheria ou a de um banco. Pela própria natureza, a escola não permite um fechamento total. É fundamental que os pais possam frequentá-la, buscando apoiar os filhos, dialogar com os educadores e participar de reuniões ou eventos. Quando as famílias são cúmplices da ação educativa, colaborando para a valorização da aprendizagem e a solução de problemas, os benefícios são evidentes para o desempenho escolar. Em termos de segurança, o que deve prevalecer é o bom senso. Não deixar o portão escancarado, mas identificar quem entra.

A escola deve ponderar o esquema de segurança em função das suas características, da sua estrutura física e do perfil da comunidade. Fica difícil encontrar uma solução definitiva e única. O massacre é ainda uma oportunidade privilegiada para que alunos e professores possam discutir sobre violência, valores e sentimentos. Superando o fato em si, é possível alcançar posicionamentos críticos sobre o nosso mundo e até promover iniciativas de combate à violência.

É DOCENTE DA USP

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