Escola em que garoto foi morto volta às aulas com sala fechada

As atividades no Colégio Adventista de Embu, na Grande São Paulo, onde Miguel Cestari Ricci dos Santos, de 9 anos, foi baleado dentro da sala de aula na semana passada, foram retomadas ontem com cerca de 80% dos alunos. Pais e alunos encontraram na entrada duas faixas pretas - uma esticada no portão de ferro e outra na janela principal - como símbolos do luto pela morte do estudante. Também havia seguranças, que impediram a entrada de jornalistas no prédio. Os pais que compareceram, porém, disseram aprovar as ações do colégio nos últimos dias.

Josmar Jozino e Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2010 | 00h00

O Instituto de Criminalística (IC) não concluiu o laudo do exame residuográfico na mochila e no uniforme do menino suspeito de ter atirado em Miguel com um revólver 38 à queima-roupa para apurar se neles há vestígios de pólvora. A polícia adiantou, porém, que o material foi lavado e a arma do crime ainda não foi encontrada.

Ontem, em vez de aulas tradicionais, os alunos do Adventista tiveram conversas com psicólogos. Já os estudantes do quarto ano, colegas de Miguel, fizeram suas atividades em outro ambiente, pois a sala onde ocorreu o acidente está fechada para, segundo a direção da escola, "preservar a privacidade das crianças nesse momento tão delicado". Um pastor também foi chamado para conversar com os estudantes.

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