Erradicar áreas de risco em SP levará 14 anos

A erradicação dos riscos para 25 mil famílias que ainda moram em áreas sujeitas a deslizamentos e alagamentos em São Paulo vai demorar até 14 anos. A previsão da gestão Gilberto Kassab (PSD) permanece a mesma de quando o prefeito assumiu o governo, em 2008.

O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2011 | 03h04

Parte dessas famílias foi identificada em mapeamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), conhecido pelo poder público desde 2003. No ano passado, o IPT ampliou o mapa para toda a cidade e identificou 1.132 famílias morando em casas com risco iminente de desabamento ou alagamento. Elas tiveram de deixar seus lares.

Foi só depois disso que a Prefeitura começou a agir para tirar e reassentar essas famílias. Apesar de mais de sete anos decorridos, o prefeito disse ontem que a ação foi "rápida e eficiente". Agora, a gestão Kassab diz ter retirado 4.159 famílias, incluídas as 1.132 que estavam em situação emergencial. Elas recebem auxílio-aluguel de R$ 300 e aumentam a filas de paulistanos que aguardam moradia.

O investimento no plano para eliminar riscos é de R$ 10,2 bilhões - R$ 1 bilhão já aplicado e R$ 4 bilhões destinados a projetos em fase de licitação e execução. Outros R$ 5 bilhões serão investidos até 2016 - R$ 2 bi carimbados para moradia popular.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, a redução do prazo para sete anos depende de a Prefeitura conseguir verbas federais.

A Prefeitura terá de monitorar novas invasões em áreas desocupadas e refazer o mapa das ocupações a cada dois anos. Para o professor da Universidade de São Paulo João Cyro André, o mapeamento contínuo permitirá constatar modificações após remoções em regiões de risco, além de indicar se o trabalho está sendo eficiente. / FELIPE FRAZÃO

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.