Era considerado um dos grandes reinventores da literatura brasileira

Wilson Bueno era saudado como um dos grandes reinventores da literatura brasileira por conta da prosa experimentalista, em que a própria linguagem é, muitas vezes, o tema do enredo. Foi assim em Mar Paraguayo (Iluminuras), metáfora das canhestras ditaduras sul-americanas, lançado em 1992 e na qual os personagens falam em guarani, espanhol, castelhano e português. "Era um sujeito que adorava literatura, mas não era o chato, o teórico posudo, o exibido", lamentou-se ontem Ignácio de Loyola Brandão.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2010 | 00h00

Bueno nasceu em Jaguapitã, no norte do Paraná, em 1949, e morava em Curitiba desde a década de 1970. Foi apresentado aos leitores brasileiros em 1986 por Paulo Leminski, com a publicação da coletânea de contos Bolero"s Bar (Travessa Editores). No total, publicou 12 livros. Foi, ainda, criador e editor do suplemento Nicolau e colaborador de O Estado de S. Paulo e de O Estado do Paraná, entre outras publicações. Deixou um livro inédito, Mano, a Noite está Velha, que a Editora Planeta vai publicar em 2011. /

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