Entrevista com o designer Brent White

Brent White é um "objetologista" - sistematicamente observando o caminho evolutivo dos nossos objetos e experimentando os limites do desenho através de móveis e artefatos domésticos. Suas criações são programadas para perseguirem a sua própria e feliz existência e ao mesmo tempo perseguir a troca simbiótica de servidão e de energia com os seus homólogos humanos (também conhecida por seus "donos"). Ele honra a vida secreta de objetos e explora essas peculiaridades como robôs mutação, voluntário de vigilância e inanimada espiritualidade.  Brent White tem um MFA em Design 3D na Cranbrook Academy of Art and Design, e um BFA em Design na Universidade do Texas. As experiências profissionais de Brent incluem interação com o público em larga escala para uma variedade de museus e corporações expressando temas como espiritualidade, genética, ecologia e exploração. Seus objetos foram mostrados localmente e internacionalmente, e ele foi selecionado como um dos 15 mais procurados Designers da revista Wallpaper (2004). Ele atualmente vive e trabalha em San Francisco, praticando Necromancia em seu estúdio e lecionando Design de Interiores na Academia de Arte da Universidade. Já esteve em São Paulo? Como definiria nosso design urbano?Não - nunca - mal posso esperar Desde 2006, há uma lei em São Paulo que proíbe publicidade exterior. Em sua opinião, essa é uma boa solução para melhorar o aspecto visual da cidade?Eu acho que é um grande começo. Estou feliz e surpreso em ouvir que a lei passou - ela foi implementada em mais algum lugar? como ela é aplicada? Quem decide se algo é qualificado como propaganda? Suponho que isso irá obrigar os publicitários a se tornar mais espertos sobre como e onde eles podem exibir suas mensagens. Essa mesma lei trouxe um efeito colateral: fachadas mal conservadas de prédios velhos ficaram à mostra, escancarando uma feia realidade. Em sua opinião, como isso pode ser solucionado?Designers! Eu adoraria ver uma cidade começaram a contratar mais designers em vez de artistas para criar "arte pública". Freqüentemente (ao menos dos Estados Unidos), planejadores urbanos escolhem a menos ofensiva (significando menos interessante e menos criativa) arte para com elas enfeitar suas ruas.  Em uma cidade que restringe tanto a publicidade exterior, como as empresas deveriam agir para reforçar suas marcas?Penso que as empresas poderiam gastar menos tempo e dinheiro em promoção e mais com bons produtos. Entretanto, talvez nós possamos confiar mais nas pessoas e em outros sistemas proativos para apagar a agressão passiva das grandes e estáticas imagens.  Se você fosse convidado para desenhar os pontos de ônibus de São Paulo, como seria o projeto? Quais seriam suas principais preocupações?Interação humana, auto-suficiência, design mais eficiente, proteção para os usuários (e talvez alguma coisa que provoque uma interação relacionada ao espaço imediato onde se encontra). Muito se fala em sustentabilidade hoje em dia. Como mesclar projetos eficientes em termos de urbanismo com tecnologias verdes? Por que tais projetos ainda são tão mais caros?A sustentabilidade de fato parece estar "na moda" - ainda que inevitavelmente irá se tornar normal. Assim como é padrão na construção proteções contra incêndios e de acessibilidade. Sustentabilidade irá naturalmente tornar-se um requisito mínimo. A tese predominante é de que os produtos sustentáveis são caros porque a demanda ainda é baixa atualmente - a esperança é de que quanto mais a gente procura ter estes produtos, menos dispendioso se tornará a criá-los.  São Paulo tem dezenas de parques - nem todos tão funcionais, nem todos bem conservados, nem todos muito usados. O que um parque precisa ter para conseguir atingir plenamente suas funções? Quais são essas funções? Funções: interação social e pública e escapar do concreto (ligação ao natural). Um senso de lugar, algo que faça comunidade próxima sentir um sentimento de orgulho e de propriedade. Uma boa iluminação ajuda a manter o espaço seguro durante a noite ... Por seu turno, a mantém segura e limpa durante o dia... Em sua opinião, qual é a maior beleza de São Paulo? E a coisa (ou lugar) mais feia?Estou ansioso para ver algo de Oscar Niemeyer e Burle Marx.  Se pudesse escolher um projeto para fazer em São Paulo, qual seria?Algo relacionado à aproximação das pessoas - estímulo social.

Edison Veiga, de O Estado de S.Paulo,

24 de outubro de 2008 | 01h00

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